domingo, 11 de abril de 2010

Man on Wire



Comentaram na faculdade e eu fui assistir. Man on Wire é um documentário recente, de 2008, que conta a história de como Philippe Petit cruzou a distância entre as duas torres gêmeas, em Nova York, em 1974, em uma corda-bamba. Sim. Ele fez isso. E não tem truque cinematográfico. O cara é doido, e o filme é bem legal.

Em outros tempos, usei muito a analogia da corda-bamba em minhas sessões de terapia. Mas não podia imaginar que alguém pudesse fazer o que Philippe Petit fez. Esse sim é ninja.

Peguei o filme aqui na biblioteca do meu bairro, por £1, para ficar uma semana. Não sei como o título foi traduzido para o português, mas não deve ser difícil achar aí no Brasil.

Um cantinho brasileiro



Tem um lugar que eu adoro em Covent Garden, que é uma espécie de pracinha onde fica a loja da Neal's Yard, uma marca de produtos de beleza natureba tudo de bom, e várias lojinhas e restaurantes legais. Tudo colorido e alto-astral, como na foto acima. Sempre que posso dou um pulo lá, mas nunca havia comido no restaurante/café da Neal's Yard.

Pois bem. Esta semana, resolvi experimentar e qual não foi a surpresa? Na vitrine tinha pão de queijo e, lendo o cardápio, vimos Brazilian Feijoada. Virando a página, encontramos bolo prestígio, suco de caja e por aí afora...

Que o brasil é cool aqui eu já sabia. Mas não imagina que ali naquele miolinho tão moderno de Covent Garden o maior restaurante servisse comida brasileira. Eu fiquei no suco de manga, que estava ok, e não me arrisquei na feijoada ou no strogonoff...

Na hora de pagar a conta, conhecemos Claudete e Hélio, dois brasileiros que gerenciam o restaurante há 18 anos. Muito simpáticos. Olha a fachada do restaurante aí:

A cozinha fácil de Janaína

Sem mama por perto para cuidar do rango e sem orçamento para comer fora sempre, lá estou eu cozinhando todos os dias. Nunca fui expert em cozinha, mas também não me aperto. Fico no trivial simples, cardápio de criança saudável, para satisfazer o paladar do Ian, e estamos passando bem. Não temos do que nos queixar.

Mas esta semana dois novos utensílios estão fazendo toda a diferença na minha cozinha, que é bem modesta e só tem o essencial em termos de equipamentos. Investi £29 em uma panela de arroz e £18 num minichopper e estou megafeliz com eles. Dá um olhada neles aí ao lado das panelas:



A panela prepara o arroz japonês sozinha e me permitiu experimentar fazer o temaki que a Tomi me ensinou. Fui no Japan Center, comprei a alga (nori), o sushinoko, um pozinho que se coloca no arroz e fiz meus primeiros temakis na sexta-feira. Ian se acabou. De entrada, fiz missoshiru, também como a Tomi me ensinou. Sucesso toal. Ian não quer comer outra coisa.

Hoje usei o minichopper pela primeira vez para fazer um farfalle vegetariano, que ficou uma delícia. Invenção minha. Enquanto o macarrão cozinhava (será que já criaram uma máquina de cozinhar macarrão?), coloquei cebola, alho, tomate, cenoura, ervilha, azeitona, salsinha, cebolinha e ovo cozido para picar. Depois do macarrão pronto, refoguei tudo e juntei a pasta. Rápido, fácil, prático e gostoso.

Ian comeu tudo e ainda me incentiva, dizendo que eu deveria abrir um restaurante ;-)

I love Hampstead Heath

Mais um dia de sol e lá fomos nós a Hampstead Heath, um parque gigante e lindo, a 20 minutos da minha casa. Embora ele tenha pelo menos três entradas diferentes e bem longes uma da outra, gosto de ir sempre pela Kenwood House, que, além da mansão linda, com infra de banheiro e café, tem o lago e um mirante, que nos dias claros, como hoje, dá para ver o centro de Londres, como na foto abaixo, embora seja longe.


Depois da maratona de ontem, estava cansada e fiquei deitada na grama, curtindo o sol e entendendo o porquê todo mundo quer mesmo é se banhar de sol assim que ele aparece. Quase seis meses de inverno faz qualquer um, até quem não gosta de se bronzear, como eu, querer um pouco dos raios quentes. Olha eu aí:



E a galera:


Viviane foi conosco e conheceu um dos meus lugares favoritos em Londres. Olha uma das fotos que o Ian tirou da gente:



E a vista do lago, que me acalma:

sábado, 10 de abril de 2010

Show sen-sa-ci-o-nal

Na programação de passeios dessa semana, fui assistir ao show do Port O'Brien, banda dos Estados Unidos, que eu já adorava, mas que fez gostar mais ainda deles depois de vê-los ao vivo. Eles conseguem ser muito melhores ao vivo do que no disco. No Borderline, onde eles tocaram, o som é de primeira qualidade, o público nota 10, tudo perfeito. Um show que, com certeza, não esquecerei, assim como os outros que já assisti aqui.

Viviane me deu o tíquete de presente e também já foi contaminada pela banda. Vive escutando e não cansa. Eles são demais mesmo. Veja um trecho de I Woke Up Today, última música do show.

Lojas queridas

Tem três lojas aqui em Londres que eu simplesmente adoro. São elas a Pop Boutique, a loja da Orla Kiely e a loja da Vivienne Westwood.

A Pop nasceu como uma loja vintage, mas já fabrica algumas peças, que muitas vezes você não sabe se são de segunda-mão ou novas. Curioso. Tem preços super acessíveis e muitos achados. Adoro me perder lá. Essa é a fachada da Pop:



Já a Orla Kiley nasceu como marca de bolsas, mas hoje faz estampas, roupas, acessórios para casa, um monte de coisas super retrô e muito bonitas, além das bolsas maravilhosas. Ela fica na mesma rua da Pop, a Monmouth street, em Covent Garden, só que do outro lado da rua, quase em frente.



E a última, nem por isso menos importante, a loja da Vivienne Westwood, na Conduit street, travessa da Regent, é um desbunde. Não pela fachada, que até é bem simples, como quase todas as lojas aqui, mas pelos produtos e, principalmente, pelos vestidos e bolsas que eu amo. Tanto a Orla quanto a Vivienne não cabem no meu bolso atualmente (um vestido barato custa cerca de 300 pounds), mas adoro passear por lá para me inspirar. Verdadeiros redutos de elegância e bom gosto.

Céu azul e muito verde

A mistura de férias e de tempo bom -- leia-se sol e temperatura de cerca de 16, 17 graus -- estão tornando esses últimos dias muito especiais.

Hoje, um sábado lindo, fomos curtir o nosso bairro, que tem duas atrações incrívies a cinco minutos a pé. A primeira foi a Parkland Walk, a maior reserva natural dentro de Londres (sim, não é exagero!), que é simplesmente o máximo e faz a gente pensar que estávamos em uma floresta ou algo do gênero.

Ian se esbaldou, pegou vários paus, rolou no barranco, curtiu pra caramba. E, além de tudo, em alguns trechos tem uns grafites muito legais, com murais como os da foto abaixo. Fiquei emocionada com o fato de poder andar em um lugar tão bacana, ao lado de casa, e com a maior segurança. Olha as fotos:





Depois da Parkland Walk, fomos ao Priory Park, um parque muito bacana, também pertinho de casa, com uma super infra: quadra, muito, muito verde, café, playground, jardins super bonitos e tudo organizado e limpo. Esse já é velho conhecido do Ian, que sai da escola e vai jogar bola lá com a Lúcia.



Esse negócio azul, bem na frente do café, é uma piscina rasinha, que no verão eles enchem de água. Imagina o sucesso...



Enfim, sábado muito feliz, com sol, céu azul e muito verde. E, para terminar, mais essa vista do Alexandra Palace, outro lugar muito legal aqui perto que eu já falei aqui:

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mais um paradigma por terra


Na linha de reflexão e das mudanças de pensamentos que venho observando em mim, outro assunto que não me apetecia antes era a questão de gênero. Achava babaca a discussão sobre homens e mulheres e, definitivamente, não considerava esse um aspecto relevante para a maioria das questões. Assim como o lance do global e do local, que eu eu escrevi em outro post.

Pois bem. Agora penso diferente e, principalmente, sinto diferente. Estou interessada em entender melhor o que significou e ainda significa o feminismo, um movimento político, social, intelectual sério, que não tem nada a ver com as brincadeiras bobas que fazem por aí, e como isso repercute ainda na nossa vida e, principalmente, na minha vida.

Vou pesquisar mais. Se quiser colaborar, deixe um comentário aqui ou me mande um email.

Bichos reais e imaginários

Na intensa programação de férias, começamos pela Legoland, um parque temático da marca de brinquedos, que fica em Windsor, uma cidadezinha a cerca de uma hora de Londres, que abriga também um dos castelos reais. Dois dias depois, conhecemos o zoológico de Londres, que, inacreditavelmente, está numa região bem central, perto de Candem Town.

Os dois programas foram muito legais, em diferentes aspectos. Na minha perspectiva de uma pessoa de 35 anos, a Legoland é um parque de brinquedos de plásticos, bacana, que não tem músicas altas irritantes e consegue ser instrutivo. Ian amou e certamente tem outra opinião. Brincamos das 10 da manhã às 9 da noite, quando um show de luzes do Ben 10 fechou a noite e o parque.

O zoológico é tudo. Cada animal tem um “habitat” que reproduz de forma bem natural o local de sua origem e não tem cheiro ruim e, o melhor para quem é de um outro continente, tem bichos diferentes: cangurus e penguins, por exemplo.

Mas a ligação entre os dois passeios é que tirei fotos dos bichos de plástico da Legoland e, depois, sem querer, tirei fotos dos mesmos bichos no zoológico. Me dei conta disso quando baixei as fotos no computador. E saquei que fotografei os mesmos bichos porque acho que eles são megacharmosos. Com vocês, os flamingos, que adoro pela cor, e as girafas, que admiro pela elegância.

Os dois em versões reais e imaginárias:







Bossa Nova no trompete

Depois de um intenso mês de março, Ian e eu saímos de férias na sexta-feira passada, dia 2, para o break de Páscoa. Ele terá duas semanas de folga, e eu uma. Mas antes de correr para o descanso, Ian e a molecada da Campsbourne fizeram uma performance musical. A classe dele estava treinando trompete e clarineta. Ele preferiu o trompete. Foi uma graça, no melhor estilo "keep it simple", que eu já comentei aqui no blog.

Atração especial foi uma bossa nova que eles tocaram, apresentada pelo Ian, que falou: "the next song is from Brazil". Veja aí no filminho. O toque brasileiro está lá pelos 3 minutos e pouco...



P.S: não canso de agradecer os amigos e a família que acompanham o blog. É uma delícia saber que vocês estão curtindo. Vou postar mais!